terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Bem-vindos a 2022!

Pensei muito nos últimos dias sobre qual a reflexão que eu queria transmitir neste fim de ano. Principalmente por todas as adversidades que passamos nesses dois anos sombrios.

O que me veio a cabeça com maior intensidade e propósito, foi algo que ocorre desde que comecei na tipografia, lá em 1991.

A coisa mais desgradável que qualquer profissional pode ouvir é: "mas eu achei fulano que faz por Y", "eu faço com você, mas só pago Z", "se você cobrir a oferta -10 eu faço contigo"...

Tive um excelente professor (meu pai) sobre como jamais ser ou tratar as pessoas. E aprendi que, se eu quero comprar um produto, é sempre válido pechinchar. Afinal, eu não sei qual é a margem de lucros que essa empresa aplica sobre seus produtos.

Mas quando falamos em serviços, a coisa muda de figura. Serviços tem relação com a experiência da pessoa, que eu não sei quanto tempo levou para ela adquirir, quanto ela teve de investir ou o caminho que ela percorreu para chegar ao nível de conhecimento que possui.

Não é possível mensurar em preço o valor do conhecimento de alguém.

Como a maioria das pessoas que atendo são profissionais e empresas de serviços, eu pensei nas dores que eu já passei (e passo ainda) e nas delas.

Para mim, não existe nada mais desagradável que alguém tentar precificar o meu trabalho. Não tenho a audácia de fazer isso com o serviço de outra pessoa.

Eu tenho uma média diária de 4 horas de estudos e atualizações, há mais de 20 anos. São dezenas de ferramentas pagas (eu já usei muitas gratuitas, craqueadas etc.), livros, horas e horas de pesquisa por semana, equipamentos, manutenção...

De 2020 pra cá, milhares de reais de investimento em livros, cursos e ferramentas digitais para melhorar, elevar o nível de meus serviços.

Aprender não é de graça. Marketing não é de graça. Nada é de graça.

Quando vejo os guruzinhos mágicos da internet dizendo que vão ensinar como fazer "marketing sem gastar nenhum centavo", só com seus potentes telefones "inteligentes" (que devem ter caído do ceú, de graça, custo zero), everfece minha bílis.

Quanto vale o conhecimento que você adquiriu ao longo da sua vida?

E eu só estou te dei uma amostra do que investi de janeiro de 2020 até dezembro de 2021.

Então, desculpe ser realista, mas quem pechincha o valor de serviços, precisa voltar a estudar ética, ter muito mais respeito pelo fator conhecimento e se colocar no lugar do outro profissional. É preciso lembrar-se que do lado de lá, tem outro ser humano igualzinho, que acorda, come, dorme, estuda, tem família, sonhos, projeto de vida (ou nem sempre), uma dedicação filha da puta para ser excelente.

Eu sou esse último tipo. Vou até o fim sempre. Até se for pra não dar certo, eu sou o timoneiro, afundo junto com o capitão do barco.

Sabe por que? Porque aprendi que isso se chama lealdade. Ela está presente nos bons ou maus momentos da vida.

Eu não teria clientes comigo há mais de 10, 15 anos, se eu fosse o tipo de pessoa que abandona o barco. Eu aprendi com eles e eles comigo. É uma troca. E uma troca deve ser justa para ambos os lados.

O que ninguém faz, é trabalhar por promessa, por possibilidade, apesar de sempre existir a possibilidade de dar errado. Só que se não fizermos, já deu. Afinal, a desistência veio antes do "fazer".

Nem estou falando de tentativa. O mundo é composto das pessoas que fazem, das que assistem fazer e das que dizem tentar. Quem diz tentar, não queria fazer. Quem faz, mesmo que não dê certo, aprendeu e procura uma outra forma de realizar, usando os erros para acertar.

Quando fazemos, existe um longo caminho até dar certo. Eu percorri este caminho. Eu fiz dar certo. Contra todas as possibilidade de dar certo, eu fiz acontecer.

Até hoje, meu caminho exige noites viradas, infindáveis e contínuas pesquisas, livros, livros e mais livros, pdfs, vídeos, testes...

O marketing possui uma premissa muito usada na programação: teste-erro-acerto. A ordem pode variar no "acerto-erro". Sem testar, você não descobrirá se determinada técnica é adequada a um negócio ou se é preciso adaptá-la, e como. São variáveis e variáveis são, exatamente, imprecisas. É um desafio magnífico.

Então não, não pechinche o valor de um serviço. Se ele não agradar ao seu bolso, apenas diga "muito obrigado, no momento não farei", e rápido. Não faça o profissional perder tempo valioso. TEMPO É DINHEIRO.

Quem não respeita o tempo do outro, os ganhos que ele pode estar perdendo, não dá pra achar que alguém vai respeitar o de quem faz isso, dá?

Quando encontrar um profissional ético, que respeite cada centavo seu, se agarre a ele e não solte, porque alguém pode enxergar o valor dessa pessoa e quando ela conhecer o seu verdadeiro valor, for respeitada, bem paga, ela não vai mais querer fazer nada pra ti. Eu sou assim, por conta das experiências vividas. E olha que não sou nenhum exemplo de modéstia. Eu sei que sou ótimo no que faço, porque eu adoro isso e me dedico muito.

Tive muitas glórias nesse 2021. E também muitos dissabores, como em todos os anos. Alguns mais intragáveis, outros menos. Não me apego a nada disso. Aprendo com os erros. Valorizo cada vitória, por mínima que pareça.

Por isso, eu acordo, me preparo, vivo este dia e pronto. Ontem acabou, amanhã não veio ainda. Nós só temos HOJE para fazer o futuro. Eu não sei até quando viverei. Então não me dou ao luxo de esperar infindavelmente para tomar decisões importantes que podem definir um futuro melhor ou não para mim e meus filhos. Eu tenho 4.

Dito isso, querido leitor, não pechinche nunca mais o preço de um serviço. Se não for bom o suficiente, não contrate de novo, mande parar. Simples.

Se esse não é o seu caso, ótimo. Fica a confirmação de que você não está só.

Quem quer o melhor, é óbvio que pagará mais por isso.

Agora, se você já comprou uma Mercedez, um Porsche ou uma Ferrari pelo preço de um Chevette velho caindo aos pedaços, me ensina como. Este é um truque que eu ainda não aprendi.

Eu fico numa felicidade imensa quando meus clientes ganham muito acima do que esperavam por conta dos meus serviços. Jamais tive o pensamento de estar sendo explorado. Fui eu quem pus o preço no meu serviço e sempre cobro aquilo que sei, me deixará satisfeito e bem pago. Ou nem sempre, vai saber! (rs)

Não é falta de ambição. Viu?! Também não é conformismo.

Eu sei bem quem sou, quanto valem meus serviços. Gosto de ser justo.

O que eu te desejo para 2022 em diante, em todos os anos seguintes, é que você dê a todos os seres humanos o mesmo valor que dá a si. Ninguém dá mais do que possui.

Todo sentimento, tratamento que dispensamos ao próximo, é idêntico àquilo que está dentro de nós. É muito fácil decifrar gente arrogante, prepotente, megalomaníaca, manipuladora, aproveitadora.

A linguagem corporal dessas pessoas fala mais sobre elas do que suas próprias bocas. Mesmo em vídeo, a distância. Se você conhece a 'linguagem silenciosa do corpo' e como ele fala mais do que as palavras, entenderá o que estou dizendo.

Esta é a reflexão que tive sobre 2021. Um delas. Por hora.

Se você precisar de alguém que tenha coragem pra peitar tudo de bom que possa vir ou um caminhão de merda pra descarregar no endereço errado contigo, saiba que eu estou aqui.

Não fujo. Não desisto.

Quem fala a verdade, independente se eu vou gostar ou não, ganha pontos comigo. Não aceito mentiras, joguetes, tramóias. Ao menor sinal de mentirinhas, de gente querendo levar vantagem de forma escusa, eu pulo fora.

E a pessoa nem vai perceber que eu sei exatamente onde é que ela deixou escapar onde estava a mentira. Reconheço até pelo tom de voz. Apenas me afasto, isolo.

Um brinde à sua integridade, ao seu caráter, à sua honra, ética e conduta moral inabalável! Você venceu 2020 e 2021.

Tenho certeza de que aqueles que se foram no meio deste turbilhão, estão orgulhosos de nós. Onde quer que estejam, se houver essa possibilidade, estarão vibrando pelos que não desistiram, que seguiram em frente, que continuaram e honraram o legado deles.

Nossos próximos anos serão de evolução! Para alguns, de reconstrução.

Um grande e forte abraço, com os desejos meus e de minha família, que você tenha saúde, paz, prosperidade, serenidade, alegria, abundância e tudo o que de melhor puder extrair da vida.



Roberto P. L. Ribeiro
28/12/2021 - 01:07


terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Muletas ilusórias

O cristianismo é a última muleta ilusória antes do realismo.

Não que não possa existir algo além da matéria, espiritualidade.

Se romantizar o assassinato de um homem sob falsos pretextos de salvação te faz sentir-se melhor com os próprios defeitos, fazer o quê, né?

Quando essa fase mental infantilóide passar, resta encarar a realidade, que os seres humanos são o que são, e que não resta outra alternativa a não ser enfrentar a vida como ela é, mesmo não sendo perfeita.

E que ótimo que não existe perfeição. Nem deus foi perfeito. Afinal, "criamos o homem à nossa imagem e semelhança" (a tradução correta - e literal - da gênese é no plural, tá?)

Cai na real... realidade não dói. Ela sim, salva!

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Será que é você quem manda nas mídias sociais?

Não, eu não sou o dono da empresa Meta (Facebook). NEM VOCÊ COLEGUINHA.

Imagine que alguém entre na SUA EMPRESA e queira cagar regras lá dentro, dizer o que você pode ou não, o que você permite ou não permite.

Que providência você tomaria com este ser?

É por isso que eu tenho o meu site e não dependo de nenhuma mídia social. Se elas acabarem hoje, meu trabalho continua. Até porque em mais de 10 anos que uso mídias sociais, nunca tive absolutamente NENHUM CLIENTE que veio por esses canais.

Então não gente. Está na hora de crescer, agir como adultos de verdade.

Quem não concorda com as regras da empresa que detém a mídias social, seja ela qual for, basta não ter, não acessar, não publicar. É simples. E é o melhor que um adulto sensato pode fazer. DELETE A SUA CONTA.

Quem crê que fazer uma "postagem pública" dizendo ao Facebook o que aceita ou o que não aceita dele é como você ir a um açougue e exigir que o açougueiro pare de vender carne. É você ir a um circo e querer exigir que demitam o palhaço porque VOCÊ, e só você, não gosta de palhaços.

Aí o palhaço pode até te perguntar: está querendo tomar o meu lugar?

O que chove no meu feed desse tipo de insanidade é de dar diarréia de tanto rir.

Um exemplinho pra quem não pensa muito antes de publicar. Eu não tenho whatsapp. Eu vivi sem ele até poucos anos atrás. Eliminá-lo da minha vida foi uma das melhores coisas que fiz.

Ele passou a ser uma ferramenta de trabalho e, em dado momento, passou a ser mais incômodo do que uma ferramenta que me trazia negócios e dinheiro. Eu nunca paguei uma conta que fosse com blá blá blá.

Foi então que as regras dele se tornaram explícitas, porém sempre foram as mesmas, em que pra você usar ele, usa ciente de que você está sendo bisbilhotado 24 horas por dia. E o pior, DEU PERMISSÃO pra isso.

Se não quiser ter a sua privacidade arrombada, é só não usar. EU NÃO USO. Minha escolha. O que não dá é pra querer obrigar o dono da plataforma a fazer o que eu quero, só porque eu quero. Isso é coisa de criancinha de 2 anos de idade que não tem pais pra educar.

Primeiro porque eu preciso das mãos para trabalhar. Como eu não trabalho com digitação e sim com programação e outros serviços de marketing digital, elas precisam estar no computador para TRABALHAR, não papear inutilidades ou perder tempo com conversas sem começo, meio e fim.

É exatamente por isso que prefiro aquele bom e velho celularzinho que só recebe ligação. Se a pessoa quer mesmo falar comigo e precisa dos meus serviços, ela vai ligar. Assim, o que podemos resolver em 2 minutos de diálogo, será resolvido em 2 minutos e não virar uma conversa infrutífera de uma semana.

Entendeu o ponto? Não? Vou explicar.

O Facebook tem as regras dele. Se você não gosta e se acha "perseguido", SAIA FORA. Ninguém colocou uma arma na tua cabeça te obrigando a usar.

Ele não é fonte de notícias, é uma AGÊNCIA DE PUBLICIDADE ONLINE. Só isso. Ele usa os seus dados, suas preferências, o que você navega, pra te vender anúncios. Se você não sabe é porque não leu a PORRA DAS POLÍTICAS antes de criar a porra da tua conta, mané!!!!

Se você não entendeu até hoje, então tem uma inteligência mais limitada do que se pode prever.

E se pensar que pode mandar no Facebook ou em qualquer outra mídia social, consulte um psiquiatra urgente. Pode crer que você precisa!

Quer mídia social livre? Tente o Gettr. Mas leia atentamente as POLÍTICAS DE PRIVACIDADE e os TERMOS DE USO. Aparentemente ela é livre, mas também tem as regras DELES, assim como VOCÊ TEM AS SUAS NA SUA CASA.

Se não aceita mandarem na sua casa ou na sua empresa, não queira meter o bico na dos outros.

Mídias sociais não são uma necessidade REAL, é uma necessidade FORJADA, que te fizeram acreditar ser indispensável. Compre um domínio, crie um fórum e chame a sua galera pra bater papo lá. Aí sim você terá privacidade e poderá falar a merda que quiser.

Mas... tem custos. Tá bom?

Minha produtividade aumentou tanto, que até tive tempo pra perder escrevendo esse textão que depois vou deletar. kkkkkkkkkkkkkk

Bando de gente louca, sem noção, infantilóide, imbecilóide, despreparada, casos de hospício, VÃO SE TRATAR!!!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Reluz

O tempo, dizem, cura tudo.

Por vezes, creio.

Noutras, nem tanto.

Noutras ainda,

creio que o Amor cura.


Ele me curou.

Ela me curou.

Amou,

carinhou.

Estancou a ira.


Ira profunda.

De existir,

coexistir

Com tudo,

e com todos.


Amei o mundo,

a vida,

odiando tudo,

esprezando o mundo.

Ela curou.


Talvez ela nem saiba

ou saiba.

Quem saberá?

Eu não sei!

Nem procuro saber.


Mas ela curou.

Amou.

Estancou o gosto de sangue,

que corria vívido,

na boca, mãos, mente e na alma.


Eu que odiei a vida,

amando-a.

Só sei que com ela,

amo.

Seu cheiro me acalma.


Voltei a amar.

Não só a vida,

a tudo.

A todos.

Mesmo à distância.


Quem pode saber,

o que jamais quis saber?

Quem pode entender-me,

no âmago d'alma,

mais que ela?


Ela que usa

a única,

definitiva,

sem restrições,

coroa de amor.


A única a quem dei

tudo que sou.

Todo o amor,

toda veneração

que me coube sentir.


Onde caibo?

Também não sei.

Nem procurei saber,

antes dela

ou depois.


Nela e,

em tudo dela,

caibo.

E isso,

Ah! isso me basta


Tempo?

Contamos sim.

Amor?

Há de sobra.

Transborda.


De tempos em tempos

Vagueamos margeados

Amealhados

Inundados

De tempo... e amor.


Hoje sou,

Sim, sou.

Hoje vivo.

Sim, vivo.

Muito bem, obrigado.


Quem precisa,

por força de outrem,

adoecer-se,

amedrontra-se,

por querer amar?


Ela me amou.

Me ama.

Devolve e doa,

perdoa.

Não sei perdoar.


Pena?

As aves têm.

Amor?

Tenho sim.

Sim, senhor.


Por bem, destranquei

as chaves

de meu inóspito,

insólito,

coração.


Só ela desbravou

os recônditos

naufragados

de meu coração

semi-sepultado.


Hoje, porém,

ele brilha.

Não se esconde,

reluz,

refeito.


Restaurou-me.

Renovou.

Levamo-nos

ao altar.

Sou dela!


Em cada molécula,

cada átmo,

dela sou.

Unicamente,

indubitavelmente.


Floresce hoje,

amor.

Por todos

os lados,

reluz amor!


Roberto Pereira

12/09/2021 - 06:05h










quinta-feira, 3 de junho de 2021

Cegueira pela polarização




Quem acredita em tudo que é noticiado politicamente, seja para a 'situação' ou 'oposição', sequer sabe de que lado está.

O brasileiro ainda não aprendeu que não existe 'esquerda' e 'direita', existe quem está no poder e quem não está. Esse é "o jogo".

Se ainda não aprendeu é porque não entendeu nada da história deste país. Fomos colonizados por ladrões, estupradores, genocidas, assassinos e todo tipo de bandidos imprestáveis.

Não é de se admirar que a "natureza do brasileiro" seja como é. Temos no máximo (sendo muito otimista), uns 5% de gente verdadeiramente decente nesta joça.

Você pode não acreditar. Faça o teste. Dê a alguém próximo a você a oportunidade de levar uma vantagem escusa sobre qualquer situação e depois me diga se ainda crê que existe uma "maioria de gente de bem" no Brasil.

Temos um bando de tolos, crédulos sobre o cabresto das religiões, dogmas, certezas sobre 'absolutamente nada' e polarizações. Eles nos "dividem para conquistar" e os trouxas continuam caindo na balela.

A farsa do comunismo vs capitalismo é uma das fomras do controle e divisão. A divisão entre quem idolatra e segue fulano ou ciclano é a força motriz que faz com que continuemos manipulados, subjugados, amarrados nas camisas de força da cegueira.

Boa sorte, peão!

quinta-feira, 4 de março de 2021

Vida em variáveis

Ó sim, eu sou vida

Ó sim, eu vivo

E vivo num profundo amor por esta vida

E vejo a pequeneza de cada existência


Ó sim, fulgurantemente vívido

Eu vivo

E vivo à minha maneira

Pura e singela vida


Quem diria que seria eu

Pobre eu

Dignatário de uma vida tão sublime

Tão apaixonadamente grandiosa


Para mim, quanta grandeza

Para os outros, nem tanto

Pra ninguém

Tanto quanto a mim


E por que é assim?

Por que somos insignificantes para o mundo?

Aos olhos alheios

Somos quase nada


Vento que venta

Como um sopro tardio

Envelhecendo

Dia a dia, morrendo


Quem somos para os nos querem?

E para quem não?

Quem somos para nós?

Ego, vaidade, inverdade?


Se te perguntas quem sois,

Sois aquilo a que se destinou ser

Por sua própria vontade

Por sua própria Criação


Crês ser fruto de um Criador

Único, uníssono

E se não fordes?

E se cada um é apenas aquilo a que se propôs?


Escolhas são, ou podem ser

A base de toda existência

De toda vontade

Donde nascem objetivos e realizações


E as tuas

São só tuas

De mais ninguém

De mais ninguém


E quando fordes embora

Serás tu e mesmo eu

Só lembranças

Boas ou nem tanto


Que será de teu legado

Se nenhum legado for deixado?

Tuas realizações

Que foram apenas tuas



Roberto Pereira
04/03/2021 - 20:02hs.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Diploma X Conhecimento

Não, eu não tenho diploma de curso superior. Não cursei universidade.

Não apenas porque no fim dos anos 90, além das possibilidades e condição financeira serem mais 'apertadas', depois de passar na 1ª fase do curso de design gráfico da UnB, não tive nenhum apoio para concluir a 2ª fase em Brasília.

E a responsabilidade foi minha. Eu não tinha um "comportamento juvenil" condizente para que houvesse tamanho esforço.

Eu já tinha quase 10 anos de profissão, tinha de trabalhar e as horas vagas eram para preencher minha vida de inutilidades. "Mea Culpa"!

Porém, não houve um único dia desde que comecei com minha máquina caseira de tipografia da Rimaq a fazer cartões de visita, guardanapos e brindes de aniversários em Hot Stamping, que eu tenha deixado de estudar. Todos os dias de lá pra cá foram de aprendizado.

Com o tempo, a maturidade, o propósito de vida finalmente traçado, deixei as bobagens adolescentes no passado (muito tardiamente) e me dediquei com muito mais afinco a aprender ainda mais.

Continuo sem formação acadêmica. Porém, as centenas de livros, revistas, horas de pesquisa diárias, os milhares de sites esmiuçados, as noites viradas estudando para realizar os serviços primorosamente me deram a bagagem e conhecimento que trago comigo.

Não, eu não tenho diploma de curso superior. Mas isso não diminui minha dedicação e amor ao que faço. Isso também não diminui a importância de se dedicar à formação acadêmica, científica, de pesquisa e tecnologia. Faz parte do progresso constante da humanidade.

Optei por ser autodidata. É o caminho que escolhi. Não é o caminho ideal para todos. Entretanto, eu amo o conhecimento. Sou apaixonado por aprender, compartilhar conhecimento, trocar experiências, vivências práticas, teóricas.

Tenho como livros de cabeceira Kotler, Drucker, Sean Ellis, Flanagan, Caldini, Mota Filho, Dion Fortune, etc, etc, etc. Do marketing à programação e Cabala, muita coisa me atrai.

Aprendi logo no início da profissão que se eu quisesse ser bom nas artes gráficas, deveria conhecer todos os processos. Em 1994, trabalhei na primeira gráfica e ali mergulhei nas horas vagas em cada processo após minhas criações para saber como seria o produto final. Aprendi revelação de fotolitos, acerto de máquina, acabamento, corte e vinco, relevo seco e americano, aprofundei no hot stamping.

Em 1996 fiz um mergulho de cabeça mais profundo e a internet tornou-se um caminho sem volta. Desde então, conheci o que é chamado hoje de email marketing, em 1998. Eu ia do Corel, Photoshop, QuarkXpress (na diagramação de jornais e revistas) a criação de sites com o Word e FrontPage, Flash, Dreamweaver.

Ainda assim, jamais tirei o Código Civil e de Processo Civil da escrivaninha ao lado cama. O Direito é fantástico. Em 2012, no 'auge' dos meus 33 anos dissequei um livro de marketing eleitoral e o código eleitoral em uma semana para prestar serviços a uma agência de publicidade em Goiânia. Imersão total. Sempre foi assim. Ávido, obstinado, pronto pra aprender.

Não me importo com críticas. Não interessa se são construtivas ou não. São críticas. Podem servir ou não. Basta filtrar, usar o que serve e seguir em frente. Descarte o desnecessário. Se passarmos a nos preocupar com críticas, deixamos de viver. A maioria não serve para nada. São simplesmente a opinião de alguém que mal te conhece tentando te encaixar nos padrões dela. Em outros casos são pessoas que se preocupam contigo.

Ainda assim, siga em frente. Meu pensamento sempre foi muito simples: 'o passado já era, o futuro não chegou e estou aqui, agora'. Só posso fazer algo agora pra mudar o que for preciso.

Não gosto de hipocrisia, demagogia e detesto cuidar da vida alheia. A minha me basta. Se eu puder ajudar fico feliz. Se não, sigo em frente. Pra frente e pra cima.

Mesmo sem formação acadêmica, meu trabalho rendeu e rende os frutos necessários a minha vida. Meu modesto escritório na zona rural de Hidrolândia, Goiás, me basta. A maravilhosa família que formei completa os sentidos da minha existência.

Onde eu moro na zona rural de Hidrolândia


Se fosse para eu ter um diploma puramente para preencher meu ego, não o teria. A natureza humana já tem o ego inflado sem precisar de nada que nutra essa anomalia. Talvez hoje, por prazer, cursaria direito. Não para exercer, mas pelo conhecimento. Os trâmites, a jurisprudência, as leis, a ordem. Todavia, não me meto a gato mestre.

Desde o início, também me fascinei pela psicologia comportamental, psicologia das cores, colorimetria e cromoterapia na aplicação ao design gráfico. Prestei serviços a muitos psicólogos. Foi fundamental para o processo de reconhecer em mim as falhas que me impediram de alcançar meu êxito profissional de forma mais célere.

O amadurecimento tornou-me, impreterivelmente, ainda mais exigente com o meu trabalho, com a pontualidade, resultados objetivos, com os princípios éticos, falar a verdade e não prometer o que não posso cumprir.

O Home Office


Posso dizer que o tempo foi generoso comigo, com certeza.

Quando comecei no home office pela primeira vez, em 1998, fui chamado de toda sorte de adjetivos. Louco era o mais usado.

"Roberto, ninguém vai pagar pra você trabalhar casa. Que empresa vai te contratar? Isso nunca vai dar certo. Você só pode estar louco. Daqui a pouco isso passa e você vai ver que perdeu tempo com esse sonho. Home Office nunca vai dar certo no Brasil, espera pra ver."

São algumas das coisas amabilíssimas que eu ouvia. Entrava por um ouvido, saía pelo outro.

Fui atrás das gráficas, pequenos jornais e revistas, as empresas pras quais eu vendia impressos gráficos. Foi bem difícil na época. Muito jovem, "porra louca", cabelo grande...

Após os primeiros clientes, vieram outros indicados, mais outros e eu sempre buscava novos clientes. Fechei meu primeiros contratos fixos com gráficas para fechamento de arquivos de grades de impressos. Eu mesmo já fechava minhas grades de cartões de visita semanalmente com as vendas que tinha.

Quando deixou de parecer um "sonho adolescente", a coisa foi ficando cada vez mais séria, as "críticas" já eram mais brandas.

"É... parece que é legal esse negócio de trabalhar por conta própria em casa né?!"

"Você está sempre trabalhando eim?! Mas dá pra pagar as contas?!" Eu respondia: - Não, eu trabalho só por diversão mesmo. (Ah! a impetuosidade da juventude)

Com o tempo, a transição para o digital e quanto mais eu estudava, mas queria estudar e melhores clientes eu queria. Queria fazer serviços mais relevantes que realmente impactassem na evolução daquelas empresas. Aí eu pesquisava, aprendia, perguntava, perguntava, anotava, aprendia mais. Apareceu-me o livro "A empresa na velocidade do pensamento, de Bill Gates" (que minha tia me deu) e "Marketing para o Século XXI, de Kotler" (que tomei emprestado de um amigo).

Então eu conheci Kotler e Drucker


Dois livros que abriram minha visão para o digital de uma forma descomunal. Fiquei extasiado com Kotler. Eu jamais havia lido um livro dele, mas aquelas ideias concomitavam com as minhas. Como aquilo podia ser tão claro assim pra mim?

Quanto mais devorei seus livros, compreendi que as vivências que tive com as empresas, as conversas, meus questionamentos com os administradores, contadores, outros designers, impressores, programadores... tudo aquilo me deu bagagem para compreender sem dificuldades. Eu aprendi através deles.

O mesmo aconteceu quando li Drucker pela primeira vez. Por ter tido contato com muitos administradores, meu contato com esses dois autores foi facilitados e, como demonstrava interesse em aprender nunca tive objeções deles para me ensinarem.

A virada definitiva para o Marketing Digital


Em 2006, já tinha experiência com o Google Ads desde 2000, com o Email Marketing desde 1998. a criação de sites em HTML com Word e FrontPage e depois com o Blogger ou mesmo o Flash (que já tinha perdido seu espaço na criação de sites). Foi aí que conheci o Wordpress. Até então minha 'convivência' com o PHP era mínima, conhecia pouco o CSS e suas funcionalidades, menos ainda o Javascript, Ajax, JQuery.

Já tinha familiaridade com SEO, mas investir totalmente no digital ainda me deixava "ressabiado".

Então o Wordpress me conquistou. Prático, direto ao ponto, me possibilitou novos horizontes. Passei a fazer sites institucionais e devorar com mais afinco o SEO, Google Ads, usar as mídias sociais como o Twitter e o Orkut. Já usava o MSN desde o início e Skype há um bom tempo. Eu vinha do ICQ e Mirc. Não via dificuldades naquilo. Fui aprendendo rápido, consumindo todo o conhecimento possível, navegando noites e noites pelas centrais de ajuda das plataformas para concluir a minha 'migração digital'.

Mas ela só aconteceu definitivamente em 2015. Após o encerramento dos contratos que eu tinha com gráficas, jornais e revistas desde 2013. Preferi não renovar e terminar essa migração no final de 2014. Foi um período turbulento, difícil. Mas uma batalha. Venci.

De lá pra cá, o aperfeiçoamento não parou. Continuo pesquisando, estudando e aprendendo todos os dias, incessantemente. Esse foi um marco importante que definiu a maturação do meu trabalho e um salto evolutivo que possibilitou a vida que tenho hoje.

Em tudo isso, minha mudança pra zona rural foi decisiva. As idas e vindas dos empregos para o home office e vice-versa chegaram ao fim. Consegui estabilidade, continuidade e fluidez no trabalho.

É claro que ter reencontrado uma linda amiga de infância, que hoje é minha esposa, tem a maior parte do mérito. 🖤

Então quando penso qual é mais importante, vejo que pra mim o conhecimento foi grande chave, independente de diploma ou títulos.

Considerar-me apenas aprendiz tornou minha vida repleta de novos horizontes e sempre haverão novos.

Isso me basta.


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

A tragicomédia do comportamento humano

Imagem: Seventy Four Images



Vivemos a consequência trágica (2020) do consumismo estapafúrdio, da falta de amor por nossa própria língua mãe - diga-se uma das mais belas do mundo - e pelo país, pela valorização da putrefação musical que foi enraizada (enfiada goela abaixo ou pela cloaca, já não sei) com os "gêneros de ruídos sonoros" como funk, o "burranejo burriversitário", o seboso arrocha e outras coisas decadentes (desculpe, mas urram como asnos ou gemem como sei lá o quê).

Já cheguei a pensar se 'eu estou certo ou errado' em educar meus filhos para gostarem de ler ao invés de emburrecer com a tv e o excesso de mídias sociais. Se estou certo em não permitir meus filhos usarem celulares ou passarem mais tempo sendo entorpecidos por tanto conteúdo inútil do que sendo crianças, brincando, aprendendo e criando por si mesmos suas próprias brincadeiras, viajando através dos livros e da boa música.

Penso que eu é quem deve ser louco por não ouvir "lixo sonoro", por ter crescido lendo Monteiro Lobato ou a famosa Série Vagalume de livros que eram quesito obrigatório nas escolas até o fim dos anos 80, pelo menos.

E temos um culpado ainda mais esquizofrênico e deturpado, os abençoados 'conceitos comunistas' de educação, cultura e economia a que fomos submetidos para o emburrecimento geral desde a segunda metade da década de 80. Ficou pior na de 90 e depois de 2000, nosso país regrediu culturalmente à idade da pedra. Só quem não sabe ligar o 'lé com cré', crê que essa polarização seja sem um propósito claríssimo.

Hoje estamos divididos em grupos de pessoas que pensam mais em ter ou mostrar que tem (usam a camisetinha do 'Chê' posando com seu iPhone); outro que não liga para nada além de poder assistir a novela, encher a cara, ouvir seus 'ruídos símios para acasalamento de desvalorização e desrespeito às mulheres' (que muitas delas parecem não enxergar quando 'descem até o chão sujo sendo chamadas de cachorras ou bate a raba no chão); um secto que lucra com isso e, por fim, os que se abstêm dessa panaceia digna de lotar manicômios. Há outros, mas não o momento.

Por isso, se meus filhos - que são pequenos - jogam lixo no chão, faço voltar e catarem. É exigido o bom e velho com licença (para falar ou pedir), por favor, obrigado.

Como os celulares é que educam a arrebatadora maioria da nova geração, não há de se esperar que a tenham educação de fato.

Resumindo (nada resumido), partilhemos da indignação de não aceitar o cabresto ideológico/psicológico que nos é imposto!