Ó sim, eu sou vida
Ó sim, eu vivo
E vivo num profundo amor por esta vida
E vejo a pequeneza de cada existência
Ó sim, fulgurantemente vívido
Eu vivo
E vivo à minha maneira
Pura e singela vida
Quem diria que seria eu
Pobre eu
Dignatário de uma vida tão sublime
Tão apaixonadamente grandiosa
Para mim, quanta grandeza
Para os outros, nem tanto
Pra ninguém
Tanto quanto a mim
E por que é assim?
Por que somos insignificantes para o mundo?
Aos olhos alheios
Somos quase nada
Vento que venta
Como um sopro tardio
Envelhecendo
Dia a dia, morrendo
Quem somos para os nos querem?
E para quem não?
Quem somos para nós?
Ego, vaidade, inverdade?
Se te perguntas quem sois,
Sois aquilo a que se destinou ser
Por sua própria vontade
Por sua própria Criação
Crês ser fruto de um Criador
Único, uníssono
E se não fordes?
E se cada um é apenas aquilo a que se propôs?
Escolhas são, ou podem ser
A base de toda existência
De toda vontade
Donde nascem objetivos e realizações
E as tuas
São só tuas
De mais ninguém
De mais ninguém
E quando fordes embora
Serás tu e mesmo eu
Só lembranças
Boas ou nem tanto
Que será de teu legado
Se nenhum legado for deixado?
Tuas realizações
Que foram apenas tuas
Roberto Pereira
04/03/2021 - 20:02hs.
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