segunda-feira, 5 de outubro de 2020

A tragicomédia do comportamento humano

Imagem: Seventy Four Images



Vivemos a consequência trágica (2020) do consumismo estapafúrdio, da falta de amor por nossa própria língua mãe - diga-se uma das mais belas do mundo - e pelo país, pela valorização da putrefação musical que foi enraizada (enfiada goela abaixo ou pela cloaca, já não sei) com os "gêneros de ruídos sonoros" como funk, o "burranejo burriversitário", o seboso arrocha e outras coisas decadentes (desculpe, mas urram como asnos ou gemem como sei lá o quê).

Já cheguei a pensar se 'eu estou certo ou errado' em educar meus filhos para gostarem de ler ao invés de emburrecer com a tv e o excesso de mídias sociais. Se estou certo em não permitir meus filhos usarem celulares ou passarem mais tempo sendo entorpecidos por tanto conteúdo inútil do que sendo crianças, brincando, aprendendo e criando por si mesmos suas próprias brincadeiras, viajando através dos livros e da boa música.

Penso que eu é quem deve ser louco por não ouvir "lixo sonoro", por ter crescido lendo Monteiro Lobato ou a famosa Série Vagalume de livros que eram quesito obrigatório nas escolas até o fim dos anos 80, pelo menos.

E temos um culpado ainda mais esquizofrênico e deturpado, os abençoados 'conceitos comunistas' de educação, cultura e economia a que fomos submetidos para o emburrecimento geral desde a segunda metade da década de 80. Ficou pior na de 90 e depois de 2000, nosso país regrediu culturalmente à idade da pedra. Só quem não sabe ligar o 'lé com cré', crê que essa polarização seja sem um propósito claríssimo.

Hoje estamos divididos em grupos de pessoas que pensam mais em ter ou mostrar que tem (usam a camisetinha do 'Chê' posando com seu iPhone); outro que não liga para nada além de poder assistir a novela, encher a cara, ouvir seus 'ruídos símios para acasalamento de desvalorização e desrespeito às mulheres' (que muitas delas parecem não enxergar quando 'descem até o chão sujo sendo chamadas de cachorras ou bate a raba no chão); um secto que lucra com isso e, por fim, os que se abstêm dessa panaceia digna de lotar manicômios. Há outros, mas não o momento.

Por isso, se meus filhos - que são pequenos - jogam lixo no chão, faço voltar e catarem. É exigido o bom e velho com licença (para falar ou pedir), por favor, obrigado.

Como os celulares é que educam a arrebatadora maioria da nova geração, não há de se esperar que a tenham educação de fato.

Resumindo (nada resumido), partilhemos da indignação de não aceitar o cabresto ideológico/psicológico que nos é imposto!

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