quinta-feira, 16 de abril de 2020

Bruxaria cristã? É brincadeira, né?

Como tenho visto constantemente esse assunto em voga nas mídias sociais da galerinha new age “sem noção”, vai um esclarecimento óbvio: NÃO EXISTE BRUXARIA CRISTÃ!!!!

Por que não Roberto?
Elementar, meus caros.
Nos dogmas das igreja cristãs é muito claro que, quem pratica feitiçaria, bruxaria, magia, “lhe está reservado o fogo do inferno”.
Então essa modinha “pseudo-bruxesca” de bruxinhas e bruxinhos cristão, não passa de balela e pura ignorância sobre suas próprias crenças.

Eu particularmente, não acredito na existência do cristianismo. Basta estudar um pouco (não precisa de muito, tá?!) e verá que a fundação da Igreja Católica, que inicia por volta de 316 d.C. após o Tratado de Constantinopla é ordenada por Constantino. Determina que Paulo compilasse livros (possíveis manuscritos e contos históricos) e escrevesse parte do Novo Testamento.

Após sua fundação em 324 d.C., em 326 inicia então a Santa Inquisição e perseguição a todos os ritos chamados de “pagãos”. O termo paganismo é então determinado pela igreja como sendo tudo que não é cristão e a todas as pessoas que não fossem batizadas na Santa Igreja Apostólica Romana. A quem não se convertesse destinava-se a morte cruel por enforcamento, esquartejamento, empalamento (um robusto poste enfiado pelo ânus até sair pela boca), decapitação, dentre outras atrocidades.

Até o final do século XIX e primeira metade do século XX ainda havia vasta perseguição cristã aos demais ritos e práticas espirituais as quais a igreja condenava.

Depois da igreja católica, agora temos a Nova Inquisição praticada pelo neopentecostais, atacando as religiões (e as pessoas) que não “aceitam Jesus” como seu único salvador.

Vamos esclarecer:
Jesus era judeu e pregava a Torah, ou seja, a bíblia judaica. No judaísmo acredita-se na roda da vida como existindo várias vidas, chamado de reencarnação por outros segmentos religiosos.

Engraçado que na Torah é dito com muita ênfase: “nenhum homem morrerá pelo pecado do outro”.

Outro fato importante. Daquela época veio o costume de dizer que “a mão esquerda é ruim”, que até há alguns anos os professores obrigavam os alunos canhotos a escrevem com a mão direita.

Isso pelo fato de que naquele período usava-se a mão esquerda para limpar-se após fazer as suas “necessidades”. Alguns diplomatas, nobres e membros das realezas chegavam a enrolar a mão esquerda com faixas e panos para que não tocassem em nada com ela.

Então, quando alguém recebia um tapa no rosto com a mão esquerda, o agressor dizia claramente que a pessoa valia menos que fezes. Porém, se fizesse isso com a mão direita era um convite a um duelo até a morte. Eram os costumes da época.

Depois de muito pesquisar, compreendi o que ocorreu com o “Jesus paz e amor”, que quebrou um templo na porrada para expulsar os ‘vendilhões do templo’ por ‘fazerem comércio na SINAGOGA (templo judaico)’ e que também disse (de acordo com a própria bíblia): “aquele que tiver duas túnicas, venda uma e compre uma espada”. Esse era o “Jesus paz e amor”.

Se ele deu a outra face, meus caros, foi pra dizer algo do tipo: “bata com a mão certa e me chame para o duelo”.

Essa ilusão criada de que “existe cristianismo” baseado num homem que pregava a Torah, negou ser ‘ungido’ para tornar-se rei e que tinha, inclusive, um tesoureiro (chamado Judas de acordo com a bíblia – palavra que também significa “judeu”), chega a me soar como hilário.

Não pense que tenho algo contra Jesus ou mesmo contra o cristianismo. Apenas não tem qualquer sentido.

Como um judeu, que pregava e acreditava na Torah, que tinha como princípio “nenhum homem morrerá pelo pecado do outro”, morreria para salvar os “pecados do mundo” e foi a base para os seus assassinos criarem uma religião usando o seu nome? Se isso não for no mínimo hilário, não sei que termo usar.

Portanto, com base nos princípios e dogmas do cristianismo estabelecidos pela Igreja Católica e pelos Protestantes, é impossível ser Bruxo e Cristão ao mesmo tempo. Você não vai para o inferno e será salvo ao mesmo tempo.

E saber fazer alguns chás não lhe torna bruxo(a).

Se você usa os chás para praticar feitiçaria, você é bruxo(a). Se usa das plantas e ervas, dos elementos da natureza para proveito próprio e pratica a feitiçaria, você é bruxo(a). Então você vai para o inferno de acordo com os dogmas cristãos.

Logo, criancinha desavisada, é IMPOSSÍVEL existir bruxaria cristã.

Eu não sou cristão e não me importo com os dogmas cristãos. Não acredito em inferno, como bom bruxo que sou. Respeito Jesus e seu possível legado de honradez, justiça e afronta aos invasores romanos. Daí ter sido, literalmente, assassinado.

Ele se negou a curvar-se (como bom judeu que era) ao imperador romano como sendo o próprio deus (ou um representante direto dele ou dos seus conforme o panteão divino romano da época).

A crucificação era um costume romano, não judaico ou, sequer, praticado no oriente médio. Se ele tivesse sido apedrejado, seria um costume de seu povo. Mas não, foi apregoado a uma cruz por ordem dos romanos e largado lá para morrer (conforme diz a bíblia).

Se você analisar detalhadamente os fatos, pesquisas e estudos que puderam ser comprovados até o momento, não é possível que ele tenha morrido para salvar os pecados de ninguém.

Não entrarei em outro detalhes bíblicos que contradizem essa estória neste post. É outro textão para um outro momento.

Com isso, repito que não tenho nada contra Jesus. Ele era um cara bacana. Sacanas foram as pessoas que o assassinaram e depois usaram seu nome para criar uma religião absolutamente contraditória e volúvel.

Você discorda de mim? Que ótimo. Acho isso o máximo.

Então deixe eu comentário respeitoso para debatermos o assunto.

Só não venha pregar pra mim. Você não vai conseguir me converter. Mas respeito a todas as crenças. Aprendo muito com meus amigos cristão, budistas, umbandistas, candomblecistas, hinduístas e ateus.

Acredito na ética antes das religiões. Com ética, qualquer religião é boa. Sem ela, não há religião que salve.

E sim, eu acredito numa Energia Criadora, dual, de polaridade energética positiva e negativa. E não acredito em bem ou mal. Não acredito em demônio, diabo, nada disso.

Por favor, não perca seu tempo vindo aqui atacar religiões de matrizes afro ou outras não-cristãs. Eu sou Quimbandeiro. Não estou nem aí pra essas insanidades. Creio que o conhecimento verdadeiramente liberta.

E o conhecimento me libertou. Não me prendo a dogmas, apenas ao que essa Energia Criadora desperta em mim. Você pode chama-la de Deus, Allah, Brahma, God, Zâmbi, Olorum, não importa o nome. É apenas um nome humano, terreno, limitado e representa somente a ortografia de uma língua.

Deus (se quiser chamar assim), não pode ser definido por meras palavras de quem não conhece o quintal da própria galáxia. São 200 bilhões de galáxias com 100 bilhões de estrelas e planetas em cada uma delas.

Quem somos nós perante 7 bilhões de seres de nossas espécie, dentre mais de 3 milhões de espécies animais conhecidas neste planeta, em relação a tudo isso?

Pense. É grátis! E não dói.

“Bração procêis”!

Roberto Pereira

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