O que me veio a cabeça com maior intensidade e propósito, foi algo que ocorre desde que comecei na tipografia, lá em 1991.
A coisa mais desgradável que qualquer profissional pode ouvir é: "mas eu achei fulano que faz por Y", "eu faço com você, mas só pago Z", "se você cobrir a oferta -10 eu faço contigo"...
Tive um excelente professor (meu pai) sobre como jamais ser ou tratar as pessoas. E aprendi que, se eu quero comprar um produto, é sempre válido pechinchar. Afinal, eu não sei qual é a margem de lucros que essa empresa aplica sobre seus produtos.
Mas quando falamos em serviços, a coisa muda de figura. Serviços tem relação com a experiência da pessoa, que eu não sei quanto tempo levou para ela adquirir, quanto ela teve de investir ou o caminho que ela percorreu para chegar ao nível de conhecimento que possui.
Não é possível mensurar em preço o valor do conhecimento de alguém.
Como a maioria das pessoas que atendo são profissionais e empresas de serviços, eu pensei nas dores que eu já passei (e passo ainda) e nas delas.
Para mim, não existe nada mais desagradável que alguém tentar precificar o meu trabalho. Não tenho a audácia de fazer isso com o serviço de outra pessoa.
Eu tenho uma média diária de 4 horas de estudos e atualizações, há mais de 20 anos. São dezenas de ferramentas pagas (eu já usei muitas gratuitas, craqueadas etc.), livros, horas e horas de pesquisa por semana, equipamentos, manutenção...
De 2020 pra cá, milhares de reais de investimento em livros, cursos e ferramentas digitais para melhorar, elevar o nível de meus serviços.
Aprender não é de graça. Marketing não é de graça. Nada é de graça.
Quando vejo os guruzinhos mágicos da internet dizendo que vão ensinar como fazer "marketing sem gastar nenhum centavo", só com seus potentes telefones "inteligentes" (que devem ter caído do ceú, de graça, custo zero), everfece minha bílis.
Quanto vale o conhecimento que você adquiriu ao longo da sua vida?
E eu só estou te dei uma amostra do que investi de janeiro de 2020 até dezembro de 2021.
Então, desculpe ser realista, mas quem pechincha o valor de serviços, precisa voltar a estudar ética, ter muito mais respeito pelo fator conhecimento e se colocar no lugar do outro profissional. É preciso lembrar-se que do lado de lá, tem outro ser humano igualzinho, que acorda, come, dorme, estuda, tem família, sonhos, projeto de vida (ou nem sempre), uma dedicação filha da puta para ser excelente.
Eu sou esse último tipo. Vou até o fim sempre. Até se for pra não dar certo, eu sou o timoneiro, afundo junto com o capitão do barco.
Sabe por que? Porque aprendi que isso se chama lealdade. Ela está presente nos bons ou maus momentos da vida.
Eu não teria clientes comigo há mais de 10, 15 anos, se eu fosse o tipo de pessoa que abandona o barco. Eu aprendi com eles e eles comigo. É uma troca. E uma troca deve ser justa para ambos os lados.
O que ninguém faz, é trabalhar por promessa, por possibilidade, apesar de sempre existir a possibilidade de dar errado. Só que se não fizermos, já deu. Afinal, a desistência veio antes do "fazer".
Nem estou falando de tentativa. O mundo é composto das pessoas que fazem, das que assistem fazer e das que dizem tentar. Quem diz tentar, não queria fazer. Quem faz, mesmo que não dê certo, aprendeu e procura uma outra forma de realizar, usando os erros para acertar.
Quando fazemos, existe um longo caminho até dar certo. Eu percorri este caminho. Eu fiz dar certo. Contra todas as possibilidade de dar certo, eu fiz acontecer.
Até hoje, meu caminho exige noites viradas, infindáveis e contínuas pesquisas, livros, livros e mais livros, pdfs, vídeos, testes...
O marketing possui uma premissa muito usada na programação: teste-erro-acerto. A ordem pode variar no "acerto-erro". Sem testar, você não descobrirá se determinada técnica é adequada a um negócio ou se é preciso adaptá-la, e como. São variáveis e variáveis são, exatamente, imprecisas. É um desafio magnífico.
Então não, não pechinche o valor de um serviço. Se ele não agradar ao seu bolso, apenas diga "muito obrigado, no momento não farei", e rápido. Não faça o profissional perder tempo valioso. TEMPO É DINHEIRO.
Quem não respeita o tempo do outro, os ganhos que ele pode estar perdendo, não dá pra achar que alguém vai respeitar o de quem faz isso, dá?
Quando encontrar um profissional ético, que respeite cada centavo seu, se agarre a ele e não solte, porque alguém pode enxergar o valor dessa pessoa e quando ela conhecer o seu verdadeiro valor, for respeitada, bem paga, ela não vai mais querer fazer nada pra ti. Eu sou assim, por conta das experiências vividas. E olha que não sou nenhum exemplo de modéstia. Eu sei que sou ótimo no que faço, porque eu adoro isso e me dedico muito.
Tive muitas glórias nesse 2021. E também muitos dissabores, como em todos os anos. Alguns mais intragáveis, outros menos. Não me apego a nada disso. Aprendo com os erros. Valorizo cada vitória, por mínima que pareça.
Por isso, eu acordo, me preparo, vivo este dia e pronto. Ontem acabou, amanhã não veio ainda. Nós só temos HOJE para fazer o futuro. Eu não sei até quando viverei. Então não me dou ao luxo de esperar infindavelmente para tomar decisões importantes que podem definir um futuro melhor ou não para mim e meus filhos. Eu tenho 4.
Dito isso, querido leitor, não pechinche nunca mais o preço de um serviço. Se não for bom o suficiente, não contrate de novo, mande parar. Simples.
Se esse não é o seu caso, ótimo. Fica a confirmação de que você não está só.
Quem quer o melhor, é óbvio que pagará mais por isso.
Agora, se você já comprou uma Mercedez, um Porsche ou uma Ferrari pelo preço de um Chevette velho caindo aos pedaços, me ensina como. Este é um truque que eu ainda não aprendi.
Eu fico numa felicidade imensa quando meus clientes ganham muito acima do que esperavam por conta dos meus serviços. Jamais tive o pensamento de estar sendo explorado. Fui eu quem pus o preço no meu serviço e sempre cobro aquilo que sei, me deixará satisfeito e bem pago. Ou nem sempre, vai saber! (rs)
Não é falta de ambição. Viu?! Também não é conformismo.
Eu sei bem quem sou, quanto valem meus serviços. Gosto de ser justo.
O que eu te desejo para 2022 em diante, em todos os anos seguintes, é que você dê a todos os seres humanos o mesmo valor que dá a si. Ninguém dá mais do que possui.
Todo sentimento, tratamento que dispensamos ao próximo, é idêntico àquilo que está dentro de nós. É muito fácil decifrar gente arrogante, prepotente, megalomaníaca, manipuladora, aproveitadora.
A linguagem corporal dessas pessoas fala mais sobre elas do que suas próprias bocas. Mesmo em vídeo, a distância. Se você conhece a 'linguagem silenciosa do corpo' e como ele fala mais do que as palavras, entenderá o que estou dizendo.
Esta é a reflexão que tive sobre 2021. Um delas. Por hora.
Se você precisar de alguém que tenha coragem pra peitar tudo de bom que possa vir ou um caminhão de merda pra descarregar no endereço errado contigo, saiba que eu estou aqui.
Não fujo. Não desisto.
Quem fala a verdade, independente se eu vou gostar ou não, ganha pontos comigo. Não aceito mentiras, joguetes, tramóias. Ao menor sinal de mentirinhas, de gente querendo levar vantagem de forma escusa, eu pulo fora.
E a pessoa nem vai perceber que eu sei exatamente onde é que ela deixou escapar onde estava a mentira. Reconheço até pelo tom de voz. Apenas me afasto, isolo.
Um brinde à sua integridade, ao seu caráter, à sua honra, ética e conduta moral inabalável! Você venceu 2020 e 2021.
Tenho certeza de que aqueles que se foram no meio deste turbilhão, estão orgulhosos de nós. Onde quer que estejam, se houver essa possibilidade, estarão vibrando pelos que não desistiram, que seguiram em frente, que continuaram e honraram o legado deles.
Nossos próximos anos serão de evolução! Para alguns, de reconstrução.
Um grande e forte abraço, com os desejos meus e de minha família, que você tenha saúde, paz, prosperidade, serenidade, alegria, abundância e tudo o que de melhor puder extrair da vida.
Roberto P. L. Ribeiro
28/12/2021 - 01:07
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