segunda-feira, 6 de junho de 2011

Saber o que não é de saber

Eu sou esse escárnio constante
Tenho essa visão meio divertida e meio insana
Essa fúria meio contida em dizer o que penso, e pago caro por isso
Nesses meios termos que encontrei
Descobri que nunca gostei desses meios termos
Sou tudo de um nada que não conheço
Sou manhã, tarde, noite, madrugada
O Astro Rei de manhã eu saúdo
Nessas meias manhãs inoportunas
De ascos e prelúdios austeros
Vívidas insolências de minha alma cativa
Cativeiro do pensamento abstrato
Sonhos poéticos que vão e vem
Buscando a outra alma de alguém
Quem sou eu?
Soa como a busca do vazio
Tão cheio de algo que não preenche
Mas eu vivi, eu vim, vi, e venci
A quem?
Venci meus próprios medos
Medo de ser pequeno, de ser grande demais
De não ser nada, de acreditar ser tudo
Unicidade...
Único...
É, talvez seja isso, só isso
Algo que vem, marca, ou é marcado, validado, ou não
E some, com ou sem vestígios
Porém, fica a pergunta: o que deixei, ou levarei?
Nem sei, mas de uma coisa sei
O não saber do saber é simples
Simples como saber o que não se sabe
O contrário também é válido
Entre tanta invalidez, vale lembrar
Somos tanto de tão pouco
Que o pouco que fazemos parecer muito
Pode ser muito mais do que tentar ser
Maior do que realmente se é!

Beto Guerra - 27/01/2011 - 03:22

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