Que legado é esse que ninguém vê?
Que regato é esse sem mansidão?
É um legado que não há quem creia
Um regato sem santa fonte
Só a dureza da seca
Seca a seca da boca
Que pede beber
Sana o oco do buraco,
Um pão, milho, bolo
Pensar assim é coisa de louco?
Vê, quer ver
Veja a nova presa
Sensível,
Inocente,
Indefesa
Reluz grande beleza
Atração mais pura
Morbidez, penúria, clausura
Onde está a beleza do escuro?
Sem visão, sentido, só tato
Asquerosa poça de lama
De desprezíveis verdades humanas
Ou quase isso,
Se é que isso é humano
Quem destrói seu legado
Amputados cerebrais
Inertes pelas certezas
Das incertezas que pululam
Seus crânios vazios
Natimortos
Beto Guerra
19/03/2010 - 01:08h – 01:23h
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