Lá vem mais uma
Outra vez põe-se a chorar
Outro grito a desbravar
Os insanos sons do mundo novo
Mais um filho do agora
Deu outra mulher açoitada
Mas se já a prendem as amarras
Donde vem o amargor desse sorriso?
Do ventre corrompido pelo abandono desprovido?
O lirismo não morreu
Entre as chagas protuberantes
Lançadas aos filhos pródigos
Apenas descansa cauteloso
Aguardando o momento precioso
De libertar do cárcere impiedoso
As vestes do Amor que para sempre vive.
Beto Guerra
Julho/2008
Sobre o texto “O homem contemporâneo”.
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