terça-feira, 7 de junho de 2011

O julgamento da raça humana


No alto da colina fui gritar ao vento uivante
Que meu povo é heróico, é retumbante
Eu sou o inquisidor que julgará sua conduta
Acendo, apago, abro ou fecho as portas
Peça por socorro, agora é a sua vez
A natureza gritou e o que você fez?
Quero poluir tudo que eu encontrar
Sujar, emporcalhar, só pra você limpar – ou tentar
Sou a mosca pousada na gosma podre da sopa rala
Levo o nada de coisa alguma a lugar nenhum
Não tenho “caixa”, aval, “real” ou moral,
Penso que sou imortal
Pobre coitado banal, fugaz percepção inócua
Do precipitado equívoco
Carma é da doença
Habitar ser tão putrefato vivo
E que imita a cobra sorrateira,
Se enrolando no moitedo
Pra perturbar a vida alheia
Serpenteia!!! Ah, desgraça alheia,
Desamarra-me da correia,
Teia da aranha faceira, amiga
Parceira da serpente que desnorteia.

Beto Guerra
11/12/2008

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