domingo, 2 de janeiro de 2011

Sentidos

Como em carne fria, na noite vazia
No escuro do mundo, vivo no absurdo
A vida pulsa, um non sense, um segundo
Voar, ter asas, querer ir além

Sou seu, sou ninguém, de alguém, de quem?
Viajo no tempo, querendo entender
Porque ontem, hoje, agora, amanhã?
Aquilo que cresce sem ter por que

No porque do menino que também quer saber
A lua lá longe e você aqui tão perto
De certo o certo não há em você,
Somente querer

Quis demais o tolo insensato, moleque barbado
Caindo em frangalhos, sujeito inapto
Conceito engraçado de até fazer rir
Mas se o tolo aprender a luz vai surgir

Beto Guerra - Ago/2010

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