segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pobre do padre

Passa o passo do apressado
Perto do padre parado
Ponderando pensativamente
No pobre do padre
Eita escolha lascada
Encarar essa parada
Não pegar mulher nenhuma
Fazer voto de pobreza
Castidade, que dureza
E ainda correr o risco
De queimar a rosca
Mamãe disse que isso
Tudo é vocação, de fazer
A oração ou até mesmo dar,
Ah! Dar...
Aquela benção pras
Crianças no domingo
Celebrar missas sorrindo
A igreja reluzindo,
Os fiéis aplaudindo
Oh! Meu Deus, coroinha
Bate o sino
Correria de menino
Faz silêncio, pequenino
Nós não usamos saias
Mas também vivemos presos
Como homens e mulheres
De brinquedo
Envolvidos em medos
Rasgue já essa saia
E saia já dessa baia
Tire a viseira
Pobre do padre
Parei, pensei
Pensei porque passar
Por persistentes privações?
Porque será?

Beto Guerra/ 2009
Postado em 22/11/2010 - 11:18

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