segunda-feira, 30 de junho de 2008

O homem contemporâneo

Entendemos por 'contemporâneo' o homem atualizado que não dispensa além de ter suas obrigações do dia-a-dia e das tensões do mundo moderno, usar a cordialidade e despojo sentimental.

Muitas mulheres têm procurado um perfil de homem renovado, que ajude a parceira com os afazeres domésticos, dê colo, faça massagem, cozinihe, seja carinhoso, bem-humorado, etc. A ansiedade feminina não se sacia de mimos e os merecem (exceto cinco dias do mês -risos).

Neste mundo cada vez mais precisamos ser compassíveis e pró-ativos às necessidades do "todo". Utilizando o tato sutil da mulher como referencial, o hoem atual deve preconizar hábitos gentis irrompendo em meio aos grosseirões espalhafatosos e machistas que vivem trancados dentro de si mesmos como músicas velhas que nunca fizeram sucesso.

Alegrem-se pelo nascimento dessa nova geração de "espécimes masculinos", pois ainda são acessórios de luxo, assim como peças exclusivas de grandes estilistas.

Propensos por cultura a sermos banais e consumidos por nossos instintos básicos, assumimos na renovação comportamental a oportunidade de preencher as lacunas que o novo ritmo imposto pela mulher do terceiro milênio facultou. Precintados de medos obsoletos, pungidos por nosso orgulho, aceitemos que elas evoluíram e recolocaram seu papel na sociedade de forma ampla, obrigando-nos, "machos", a acompanhar com a mesma propriedade e, agora com relativa cautela e avaliação da sintaxe do elemento masculino no contexto sócio-comportamental-evolutivo.

Na Alemanha e Argentina já há a presença delas no centro do poder nacional. No Brasil, nas diversas esferas de poder, no comércio, nos eixos empresariais, as encontramos em posições de destaque a todo momento. Quantos indícios nos faltam para compreender que a prudência é o fator preponderante para a influência da mulher nos dias atuais.

Segue adiante uma pequena visão lúdica sobre a questão, intitulada: "Novo nascimento".

Lá vem mais uma
Outra vez põe-se a chorar
Outro grito a desbravar
Os insanos sons do mundo novo

Mais um filho do agora
De outra mulher açoitada
Mas se já não a prendem as amarras
Donde vem o amargor desse sorriso
Do ventre corrompido pelo abandono desprovido?

O lirismo não morreu
Entre as chagas protuberantes
Lançadas aos filhos pródigos

Apenas descansa cauteloso
Aguardando o momento precioso
De libertar do cparcere impiedoso
As vestes do Amor que para sempre vive

Beto Guerra

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