Turva água rasa,
quando funda submerge
Noutro espasmo delirante
sente a brisa,
o cheiro da parafina
Vida é braço, abraço, amasso,
relaxo na rede, sede
Ambição arrebatada
de gozo gratificado,
puro desgosto?
Filosofia vã,
origem de um clã
ou o corte da lã
Caro, barato, chato,
cabelo engraçado,
olho vermelho
Pêlo de coelho,
muito, pouco
nem tampouco
ou por pouco
Quantos poucos
correm sós
e não ouvem
a própria voz
Os tantos,
juntos portanto,
aos pós, mámores,
lápides
Mordaz metamorfose anacrônica
sem lisonja
Hipocrisia insensata,
insolência insolúvel
dissoluta no ódio
refúgio do ócio
tez do fracasso
O tique-taque
é um traque,
explode sem sotaque
Aqui ou lá
mas do lado de cá
você pode até esbarrar
E até ...
...se sujar.
Beto Guerra
04/05/08 - 20:56
quinta-feira, 3 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
serenas conturbações
"Os dias seguem em maré limpa
Destilados pelos anseios desconexos
Da psicodélica lamúria do epicentro bucólico
A loucura sã dos devaneios altivos
Sonhos de sonhadores que são, por vez
Sonhadores sós, riscos de pólvora ou pó
Trovadores profanos de angústias melódicas
Orgasmos vis e nódulos ocos de sentimentos podres
Vazios banais em rótulos caros banhados a ouro
A latrina do mundo fétido e podre
O presente e insessante cheiro de morte
A camuflagem barata aos gritos de horror
Que assiste a ceifa da vida pelo prazer do torpor
Clama por sensatez ao futuro
A humanidade, por hora, de luto.
Beto Guerra
Terça-feira, 01 de julho de 2008
02:15h
Destilados pelos anseios desconexos
Da psicodélica lamúria do epicentro bucólico
A loucura sã dos devaneios altivos
Sonhos de sonhadores que são, por vez
Sonhadores sós, riscos de pólvora ou pó
Trovadores profanos de angústias melódicas
Orgasmos vis e nódulos ocos de sentimentos podres
Vazios banais em rótulos caros banhados a ouro
A latrina do mundo fétido e podre
O presente e insessante cheiro de morte
A camuflagem barata aos gritos de horror
Que assiste a ceifa da vida pelo prazer do torpor
Clama por sensatez ao futuro
A humanidade, por hora, de luto.
Beto Guerra
Terça-feira, 01 de julho de 2008
02:15h
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O homem contemporâneo
Entendemos por 'contemporâneo' o homem atualizado que não dispensa além de ter suas obrigações do dia-a-dia e das tensões do mundo moderno, usar a cordialidade e despojo sentimental.
Muitas mulheres têm procurado um perfil de homem renovado, que ajude a parceira com os afazeres domésticos, dê colo, faça massagem, cozinihe, seja carinhoso, bem-humorado, etc. A ansiedade feminina não se sacia de mimos e os merecem (exceto cinco dias do mês -risos).
Neste mundo cada vez mais precisamos ser compassíveis e pró-ativos às necessidades do "todo". Utilizando o tato sutil da mulher como referencial, o hoem atual deve preconizar hábitos gentis irrompendo em meio aos grosseirões espalhafatosos e machistas que vivem trancados dentro de si mesmos como músicas velhas que nunca fizeram sucesso.
Alegrem-se pelo nascimento dessa nova geração de "espécimes masculinos", pois ainda são acessórios de luxo, assim como peças exclusivas de grandes estilistas.
Propensos por cultura a sermos banais e consumidos por nossos instintos básicos, assumimos na renovação comportamental a oportunidade de preencher as lacunas que o novo ritmo imposto pela mulher do terceiro milênio facultou. Precintados de medos obsoletos, pungidos por nosso orgulho, aceitemos que elas evoluíram e recolocaram seu papel na sociedade de forma ampla, obrigando-nos, "machos", a acompanhar com a mesma propriedade e, agora com relativa cautela e avaliação da sintaxe do elemento masculino no contexto sócio-comportamental-evolutivo.
Na Alemanha e Argentina já há a presença delas no centro do poder nacional. No Brasil, nas diversas esferas de poder, no comércio, nos eixos empresariais, as encontramos em posições de destaque a todo momento. Quantos indícios nos faltam para compreender que a prudência é o fator preponderante para a influência da mulher nos dias atuais.
Segue adiante uma pequena visão lúdica sobre a questão, intitulada: "Novo nascimento".
Muitas mulheres têm procurado um perfil de homem renovado, que ajude a parceira com os afazeres domésticos, dê colo, faça massagem, cozinihe, seja carinhoso, bem-humorado, etc. A ansiedade feminina não se sacia de mimos e os merecem (exceto cinco dias do mês -risos).
Neste mundo cada vez mais precisamos ser compassíveis e pró-ativos às necessidades do "todo". Utilizando o tato sutil da mulher como referencial, o hoem atual deve preconizar hábitos gentis irrompendo em meio aos grosseirões espalhafatosos e machistas que vivem trancados dentro de si mesmos como músicas velhas que nunca fizeram sucesso.
Alegrem-se pelo nascimento dessa nova geração de "espécimes masculinos", pois ainda são acessórios de luxo, assim como peças exclusivas de grandes estilistas.
Propensos por cultura a sermos banais e consumidos por nossos instintos básicos, assumimos na renovação comportamental a oportunidade de preencher as lacunas que o novo ritmo imposto pela mulher do terceiro milênio facultou. Precintados de medos obsoletos, pungidos por nosso orgulho, aceitemos que elas evoluíram e recolocaram seu papel na sociedade de forma ampla, obrigando-nos, "machos", a acompanhar com a mesma propriedade e, agora com relativa cautela e avaliação da sintaxe do elemento masculino no contexto sócio-comportamental-evolutivo.
Na Alemanha e Argentina já há a presença delas no centro do poder nacional. No Brasil, nas diversas esferas de poder, no comércio, nos eixos empresariais, as encontramos em posições de destaque a todo momento. Quantos indícios nos faltam para compreender que a prudência é o fator preponderante para a influência da mulher nos dias atuais.
Segue adiante uma pequena visão lúdica sobre a questão, intitulada: "Novo nascimento".
Lá vem mais uma
Outra vez põe-se a chorar
Outro grito a desbravar
Os insanos sons do mundo novo
Mais um filho do agora
De outra mulher açoitada
Mas se já não a prendem as amarras
Donde vem o amargor desse sorriso
Do ventre corrompido pelo abandono desprovido?
O lirismo não morreu
Entre as chagas protuberantes
Lançadas aos filhos pródigos
Apenas descansa cauteloso
Aguardando o momento precioso
De libertar do cparcere impiedoso
As vestes do Amor que para sempre vive
Beto Guerra
Outra vez põe-se a chorar
Outro grito a desbravar
Os insanos sons do mundo novo
Mais um filho do agora
De outra mulher açoitada
Mas se já não a prendem as amarras
Donde vem o amargor desse sorriso
Do ventre corrompido pelo abandono desprovido?
O lirismo não morreu
Entre as chagas protuberantes
Lançadas aos filhos pródigos
Apenas descansa cauteloso
Aguardando o momento precioso
De libertar do cparcere impiedoso
As vestes do Amor que para sempre vive
Beto Guerra
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